
A Veja amplia sua relação com a Two Lost Kids em uma colaboração global que reúne dois modelos Panenka e uma ocupação na flagship paulistana. O lançamento conecta expressão autoral, escolhas de materiais e experiência física.
O que aconteceu
A Veja apresentou sua primeira colaboração de alcance global com a Two Lost Kids, das brasileiras Thalita e Gabriela Zukeram. Segundo o GKPB, o lançamento dá continuidade ao vínculo iniciado em 2023, quando as irmãs participaram da direção criativa de uma apresentação da marca no Brasil. Agora, a parceria ganha escala internacional com duas interpretações do tênis Panenka.
A identidade da dupla aparece nas assimetrias, nos contrastes cromáticos e no bordado traseiro. As laterais recebem o V em tonalidades distintas, enquanto dois jogos de cadarços permitem variar a composição. Fabricados no Brasil, os modelos utilizam couro Organic Traced, com rastreabilidade na cadeia, borracha da Amazônia, algodão orgânico e componentes de E.V.A. de origem biológica e reciclada. O preço informado é de R$ 780 no comércio eletrônico da Veja.
Na flagship da Rua Oscar Freire, em São Paulo, a coleção também ganha uma tradução espacial. O terceiro andar recebe o Mundo Two Lost Kids, com esculturas infláveis, intervenções visuais, fanzines e cabine fotográfica. A programação anunciada para novembro inclui oficinas de cerâmica fria e uma área para as roupas do projeto das irmãs.
A leitura da ZUCCA
O movimento mais relevante não está apenas na assinatura compartilhada, mas na evolução da parceria. Uma relação iniciada em um projeto brasileiro passa a sustentar uma oferta global. Na leitura da ZUCCA.AG, essa continuidade dá consistência à narrativa: a colaboração apresenta um novo capítulo entre parceiros, em vez de depender exclusivamente do encontro pontual entre dois nomes.
A proposta também mostra que escolhas de materiais e liberdade estética podem ocupar o mesmo produto. O repertório de rastreabilidade da Veja permanece presente, enquanto a Two Lost Kids acrescenta cor, humor e possibilidades de composição. Estrategicamente, isso permite explorar novos códigos visuais sem abandonar atributos que ajudam a distinguir a marca.
Os cadarços extras oferecem uma participação simples e concreta ao consumidor. Não se trata de customização irrestrita, mas de uma escolha delimitada que reforça a ideia de expressão pessoal. O detalhe importa porque transforma o conceito criativo em uma ação possível no uso cotidiano.
A ocupação da loja completa essa lógica ao traduzir a linguagem do produto em ambiente e programação. Oficinas e recursos visuais criam motivos de visita que não se resumem à transação. O potencial está em aproximar público, criação e marca no mesmo espaço, embora o efeito sobre fluxo, vendas ou relacionamento dependa de resultados que a notícia não apresenta.
O que sua marca pode aprender
- Dar continuidade a parcerias pode tornar a expansão global mais coerente.
- Novos códigos estéticos não exigem abandonar atributos centrais da marca.
- O varejo ganha relevância quando transforma o conceito do produto em experiência.
Fonte: GKPB. Análise e texto: ZUCCA.AG.



