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Prada: Prada leva animação artesanal à campanha de Natal com veterano da Disney
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Prada leva animação artesanal à campanha de Natal com veterano da Disney

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Com animação de John Pomeroy, a Prada aproxima sua comunicação natalina dos valores do trabalho artesanal. A técnica deixa de ser apenas execução e passa a sustentar a narrativa de luxo.

O que aconteceu

A Prada escolheu a animação desenhada à mão como eixo de sua campanha de Natal 2026. Intitulado “Drawing Prada: Animated by Hand”, o projeto reúne imagens fotográficas, cenas com atores e ilustrações sob a liderança de John Pomeroy, profissional com passagens pela Disney e pela Don Bluth Productions.

Com fotografia e direção de Glen Luchford, a campanha traz Maya Hawke, Sadie Sink, Kelvin Harrison Jr., Luther Ford e Chen Haoyu. Os talentos dividem a cena com animais ilustrados que participam de pequenas situações envolvendo os acessórios da marca. Uma raposa acompanha Hawke pela neve, enquanto ratos transformam um sapato em alvo de uma ação furtiva.

A proposta visual preserva as diferenças entre as linguagens. Traços e texturas permanecem perceptíveis, sem tentar fazer o desenho parecer uma extensão realista da fotografia. Essa convivência exige planejamento de luz e composição para que personagens ilustrados e pessoas compartilhem a mesma cena.

O projeto também inclui um filme sobre a produção, apresentando o desenvolvimento das ilustrações no papel. Segundo a reportagem do B9, a comunicação da Prada enfatiza a dimensão humana da técnica e a permanência das histórias natalinas, sem assumir um discurso oficial de oposição à inteligência artificial.

A leitura da ZUCCA

A decisão estratégica está na coerência entre a forma de produzir a campanha e os atributos que o luxo busca representar. Precisão, repertório e dedicação artesanal não aparecem apenas como conceitos associados aos produtos. Eles orientam a própria construção da comunicação.

Nesse contexto, a escolha de Pomeroy acrescenta uma assinatura especializada. Sua experiência com animação de personagens oferece à Prada um repertório capaz de combinar fantasia e apelo afetivo. O resultado permite explorar o imaginário natalino sem depender exclusivamente de códigos festivos genéricos.

Os acessórios também ganham uma função narrativa. Em vez de permanecerem isolados como peças de exposição, tornam-se o motivo das ações dos animais. Essa abordagem pode aproximar o público do universo da marca pelo humor e pela curiosidade, preservando o produto como centro do desejo.

Mostrar o processo amplia essa estratégia: o bastidor oferece evidências concretas do cuidado empregado na execução. Para a ZUCCA.AG, a principal lição não é que o artesanal deva substituir o digital, mas que a técnica precisa servir ao posicionamento. Quando há essa conexão, o modo de fazer se torna parte do argumento de valor.

O que sua marca pode aprender

  • Escolha técnicas de produção que materializem os atributos da marca.
  • Dê ao produto uma função na história, além da exposição visual.
  • Use bastidores para demonstrar o cuidado que sustenta a entrega.

Fonte: B9. Análise e texto: ZUCCA.AG.

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