
Campanha
Kibon revisita embalagens de Chicabon e Eski-bon para marcar 85 anos no Brasil
Kibon ·
Chicabon e Eski-bon recebem embalagens comemorativas que recuperam códigos visuais do passado. A iniciativa conecta o patrimônio da Kibon a uma campanha com conteúdo histórico e incentivo à compra.
O que aconteceu
A trajetória de 85 anos da Kibon no Brasil ganhou expressão nas embalagens de dois produtos históricos do portfólio. Segundo o GKPB, Chicabon e Eski-bon receberam edições limitadas que reinterpretam identidades anteriores, sem alterações nas receitas.
O Eski-bon volta a apresentar uma composição com fundo azul-escuro, letras brancas em destaque e o símbolo da Kibon sobre um círculo amarelo. No Chicabon, referências gráficas de outras épocas se combinam ao vermelho e ao branco que também caracterizam sua apresentação atual.
A iniciativa integra uma comemoração mais ampla. Em setembro, no Dia do Sorvete, veículos caracterizados com identidades de diferentes períodos circularam por São Paulo. A ação também ofereceu abatimentos de até 85% em itens selecionados pelo iFood. Para outubro, a programação inclui publicações nas redes sociais sobre o acervo de produtos, embalagens e episódios da história da marca.
A leitura da ZUCCA
O movimento transforma a embalagem em um ponto de contato entre memória e compra. Em vez de concentrar o aniversário em uma mensagem institucional, a Kibon coloca sua trajetória no próprio produto. Para quem reconhece aqueles códigos, o visual pode recuperar lembranças; para quem não os conhece, apresenta uma nova camada da identidade da marca.
A preservação das receitas é uma escolha importante nessa construção. A novidade está na apresentação, enquanto a experiência de consumo permanece como referência de continuidade. Trata-se de uma intervenção comemorativa, não de um reposicionamento ou de uma substituição permanente da identidade.
Na leitura da ZUCCA.AG, a força estratégica está na combinação de funções: a embalagem materializa a história, o conteúdo oferece contexto e a promoção cria um estímulo de compra. Essa articulação pode aproximar construção de marca e ativação comercial, embora a notícia não apresente resultados que permitam medir seu impacto.
A lição para outras empresas não é adotar uma estética antiga por conveniência. É identificar quais elementos do próprio repertório ainda têm valor de reconhecimento. O passado se torna um recurso estratégico quando reforça a singularidade da marca no presente, em vez de funcionar apenas como decoração.
O que sua marca pode aprender
- Use o patrimônio visual para reforçar reconhecimento, não apenas para produzir nostalgia.
- Diferencie uma edição comemorativa de uma mudança permanente de identidade.
- Conecte embalagem, conteúdo e incentivo à compra com funções claras.
Fonte: GKPB. Análise e texto: ZUCCA.AG.



